Guarda alta e cabeça fria: o plano do Inter para matar o jogo em São Paulo

Técnico Paulo Pezzolano orienta a equipe em momento decisivo da temporada

A vantagem construída no Beira-Rio foi gigantesca. No entanto, qualquer torcedor do Colorado sabe que decisão de vaga longe de casa exige uma postura impecável.
O placar de dois a zero no primeiro confronto nos dá uma margem muito confortável para administrar. Por outro lado, o futebol costuma punir quem senta em cima do resultado antes da hora.
Por isso, a estratégia do Internacional contra o Corinthians precisa envolver inteligência, paciência e uma capacidade física exemplar ao longo de noventa minutos intensos.
Sentado no balcão do bar antes de uma decisão dessa magnitude, a gente analisa o cenário com calma.

Dessa forma, fica claro que o clima criado fora de campo sempre tenta jogar peso nas costas do árbitro.
Toda essa chiadeira vinda de São Paulo sobre arbitragem não passa de uma tentativa manjada de empurrar a pressão para cima do juiz.
O vestiário vermelho não pode cair nessa armadilha. A diretoria que cuide dos bastidores enquanto o time foca exclusivamente em jogar bola e travar o ímpeto inicial do adversário.

A imposição física na estratégia do Internacional contra o Corinthians

O técnico Paulo Pezzolano foi cirúrgico quando projetou os desafios que esperam o Clube do Povo no jogo da volta.
A equipe paulista vai tentar abafar desde o primeiro segundo. Inclusive, eles devem utilizar principalmente os cruzamentos na área para tentar descontar o placar rapidamente.
Consequentemente, nosso sistema defensivo precisará atuar de forma extremamente atenta e bem protegida na bola parada.
Além disso, ter jogadores com boa estatura e tempo de reação dentro da grande área será fundamental.


Se a bola viajar de qualquer lugar do campo em direção à nossa baliza, os zagueiros precisam estar firmes para afastar o perigo sem dar rebote.
Por outro lado, defender bem não significa passar o jogo inteiro encolhido na própria grande área.
Quando o adversário se atira ao ataque desesperadamente, ele invariavelmente deixa espaços generosos no meio-campo. É exatamente aí que o Inter precisa ser mortal.
Um contra-ataque rápido encaixado logo nos primeiros vinte minutos pode matar mentalmente o confronto. Assim, o estádio paulista se transforma em um verdadeiro caldeirão de impaciência contra o próprio time da casa.

O papel do meio-campo no controle do ritmo do jogo

A cadência da partida vai passar diretamente pelos pés dos nossos meio-campistas. Alan Patrick e companhia têm a missão de amortecer a pressão inicial com posse de bola inteligente.
Quando a bola estiver com o Colorado, o tempo precisa correr a nosso favor.
Gastar os segundos, girar o jogo com calma e obrigar o rival a correr atrás da marcação é a melhor tática para desgastar o adversário emocionalmente.
Nesse contexto, a postura do time precisa ser a de um boxeador experiente que sabe administrar a vantagem nos pontos.
Não há motivo algum para desespero se o rival tentar impor um ritmo acelerado nos minutos iniciais.
Portanto, manter a frieza nos momentos de maior pressão será a chave para garantir essa classificação sem sustos desnecessários.

Bastidores acesos e a necessidade de blindar o elenco

Fora das quatro linhas, as declarações da diretoria adversária mostram que eles vão jogar todas as fichas possíveis para reverter o cenário.
Reclamar da arbitragem antes mesmo da bola rolar faz parte dessa guerra psicológica tradicional da Copa do Brasil.
Por isso, a atuação firme da nossa direção é essencial para garantir que o ambiente em São Paulo continue dentro da normalidade esportiva.
Dentro de campo, os atletas precisam abstrair qualquer provocação ou pressão vinda das arquibancadas.
O Internacional construiu sua vantagem jogando futebol de alto nível no Beira-Rio.
Ainda assim, repetir essa aplicação tática no jogo de volta é o único caminho seguro para sair de campo com a vaga no bolso.

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Ataque cirúrgico dentro da estratégia do Internacional contra o Corinthians

Não dá para encarar um duelo desses apenas pensando em segurar o placar de zero a zero. O futebol moderno cobra caro de quem abdica de atacar.
Ao mesmo tempo, o plano do Colorado precisa contemplar o gol de alívio.
Se o Inter balançar as redes em São Paulo, a missão do rival se torna praticamente impossível. Afinal, eles precisariam de quatro gols para avançar no tempo normal.
Nossas pontas precisam ter velocidade para explorar as costas dos laterais adversários, que certamente vão se mandar para o ataque.
Um passe esticado bem dado no momento certo pode decretar o fim da história nessa eliminatória.

Análise Colorado Puro Sangue

A vaga está nas nossas mãos, mas a classificação exige maturidade de time grande.
O Internacional é superior tecnicamente e provou isso na partida de ida ao dominar as ações no Beira-Rio.
Agora, em São Paulo, o teste será muito mais mental do que tático.
Se o time entrar focado, suportar a blitz inicial sem cometer falhas bobas e souber ferir o adversário nos espaços que vão aparecer, a vaga na próxima fase será sacramentada sem dramas.
Por fim, o torcedor colorado tem todos os motivos para confiar no trabalho que vem sendo feito, desde que a guarda continue alta até o último apito do juiz.

Foto: Ricardo Duarte/Internacional

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