O Inter negocia com Bakambu, e o nome já rendeu boa conversa entre os torcedores colorados. Cédric Bakambu, centroavante de 35 anos, chamou atenção ao defender a República Democrática do Congo na Copa do Mundo deste ano — a primeira participação do país em um Mundial em mais de cinco décadas. Livre no mercado desde que deixou o Real Betis, ele entrou no radar do Beira-Rio.
Vale destacar, porém, que ainda não existe acordo fechado. Segundo informações do jornalista Lucas Collar, o estafe do jogador ofereceu o nome ao Colorado durante a janela de transferências. Ou seja, a negociação está em estágio inicial — e, cá entre nós, negócio envolvendo jogador de 35 anos livre no mercado costuma demorar pra andar. Ainda assim, o simples fato de o nome circular já mexe com a imaginação de quem acompanha o dia a dia do clube.
Quem é Bakambu, o atacante que o Inter negocia
Bakambu construiu carreira longa e cheia de destinos diferentes. Ele passou pelo Sochaux, na França, antes de se firmar no Villarreal, da Espanha, onde teve boa fase ao lado de nomes como Rodri e Bacca. Foram três temporadas relevantes, daquelas que colocam um atacante no radar de ligas maiores.
Depois, o congolês trocou a Europa por uma temporada milionária na China, defendendo o Beijing Guoan por cerca de 40 milhões de euros — valor que, à época, chamou atenção do mercado. Na sequência, ele ainda vestiu as camisas de Marseille, Al-Nassr, Olympiacos e Galatasaray, somando passagens por quatro países diferentes antes de finalmente assinar com o Betis, em 2024. Pelo clube espanhol, disputou 70 partidas, com 14 gols e 5 assistências, até o contrato se encerrar em junho deste ano.
Pela seleção da RD Congo, o centroavante soma mais de 60 partidas e chegou à casa dos 20 gols. Ele, aliás, foi peça fundamental na campanha histórica que levou o país ao mata-mata da Copa do Mundo pela primeira vez em 52 anos. Na estreia contra Portugal, inclusive, Bakambu formou dupla de ataque com Yoane Wissa e recebeu elogios da torcida brasileira pela movimentação em campo, mesmo sem balançar as redes naquela partida.
Por que o Inter negocia com Bakambu neste momento
A janela de transferências brasileira favorece esse tipo de movimentação. Afinal, jogadores livres no mercado não custam nada em valores de transferência, apenas salário e luvas — o que reduz o risco financeiro da operação. Antes do Betis, aliás, o estafe do congolês já havia sondado o interesse de Santos e Atlético-MG, sem sucesso. Agora, o nome circula pelo Beira-Rio, junto com outro veterano: o ponta-esquerda Wilfried Zaha, também oferecido ao clube depois de disputar a Copa pela Costa do Marfim.
Contudo, a contratação não é simples. Bakambu nunca atuou no futebol brasileiro, já tem 35 anos e não é garantia de adaptação rápida ao país. Some-se a isso a idade avançada para os padrões do futebol de alto rendimento, fator que costuma pesar bastante nesse tipo de negociação. Times brasileiros, de forma geral, preferem apostar em atacantes mais jovens, justamente pela expectativa de retorno físico ao longo da temporada.
O que esperar da negociação entre Inter e Bakambu
Por ora, o cenário segue indefinido. O departamento de futebol colorado avalia diversos nomes livres no mercado, e Bakambu é apenas um deles. Enquanto isso, o jogador segue treinando por conta própria, à espera de uma proposta que o convença a continuar a carreira — seja no Brasil, seja em outro país. Times europeus de nível intermediário, aliás, também monitoram a situação do congolês, o que pode complicar ainda mais as chances do Inter.
Análise Colorado Puro Sangue
Trazer um jogador que disputou Copa do Mundo sempre soa como bom negócio no papel, mas a real é que a idade do Bakambu levanta a maior dúvida aqui. Aos 35 anos, ele ainda entrega minutos de qualidade, prova disso é o desempenho recente na seleção congolesa. Porém, o Brasileirão exige intensidade física em praticamente todo jogo, e nem todo veterano aguenta esse ritmo, ainda mais em uma competição de pontos corridos tão desgastante quanto a brasileira. Se o Inter avançar de fato nessa negociação, o ideal é que o centroavante chegue como opção de rodízio e liderança, não como titular absoluto. No fim das contas, contratar jogador livre no mercado é sempre aposta — às vezes vira boa surpresa, às vezes só mais um nome que passou pelo clube sem deixar saudade.
Foto: Visionhaus/Getty Images





