Substituto de Pezzolano: cinco nomes no radar e quem encaixa no Inter

Capitão Dunga durante sua passagem como treinador do Internacional

O substituto de Pezzolano segue sem definição, mas a lista de candidatos ganhou reforço. Segundo a GZH, o Inter tem cinco nomes na roda: Luis Zubeldía, Maurício Barbieri, Jorge Sampaoli, Dunga e Eduardo Coudet. A reportagem trata todos como opções levantadas, sem confirmar que o clube escolheu algum. Enquanto isso, Pablo Fernández comanda os treinos no CT Parque Gigante.

Substituto de Pezzolano: cinco nomes entram na conversa

Zubeldía deixou o Fluminense recentemente e, de acordo com o Zona Mista, esteve perto do Inter no ano passado. Barbieri comanda o Juventude na Série B desde dezembro de 2025, quando o clube gaúcho o contratou para buscar o acesso, segundo o Lance. Portanto, ele é o único da lista com emprego hoje.

Sampaoli saiu do Talleres em 30 de agosto, depois de apenas sete jogos, com uma vitória, dois empates e quatro derrotas. Antes, o Atlético-MG demitiu o argentino em fevereiro, conforme o portal chileno The Clinic. Já Coudet deixou o River Plate em 27 de agosto, por acordo com o clube, menos de sete meses depois de assumir, segundo o Buenos Aires Times. Ou seja, três dos cinco nomes vêm de trabalhos que terminaram cedo ou mal.

Dunga é o nome do coração. Segundo a GZH, ele treinou o Inter em 2013, ganhou o Gauchão daquele ano e não trabalha como técnico desde 2016. Assim, o ídolo traz apelo com a arquibancada, mas chega depois de dez anos longe do banco.

Coudet, por sua vez, já passou pelo Inter, e a torcida conhece bem o argentino. Segundo a GZH, ele teve duas passagens pelo clube. Esse conhecimento do ambiente ajuda em um prazo curto. Porém, ele acabou de sair do River, e a fase recente pesa na conta.

O que o Inter precisa de verdade

O clube não procura um projeto, e sim um socorro. Restam dez rodadas, o time tem 28 pontos e ocupa a 18ª colocação. Segundo o Bolavip, o contrato seria curto e sem garantia de continuidade na próxima gestão. Além disso, o Zona Mista relatou, com base no jornalista Fabiano Baldasso, que a direção entendeu que grandes nomes não aceitariam.

Então, o substituto de Pezzolano precisa cumprir quatro condições: estar livre, aceitar vínculo curto, custar pouco e conhecer o ambiente. Por isso, o perfil de cada nome pesa mais do que o currículo. Aliás, o tempo de preparação é mínimo, com 16 dias até o Corinthians, em 7 de outubro, e o Gre-Nal quatro dias depois.

Os números da corrida pelo substituto de Pezzolano

Somando as apurações, o levantamento do Colorado Puro Sangue já contou dez nomes diferentes. Além dos cinco da GZH, o Bolavip citou Tite, Lisca, Thiago Carpini, Argel Fucks e Bruno Silva, e também repetiu Zubeldía e Dunga. Ou seja, só dois nomes aparecem nas duas listas.

Na conta da disponibilidade, Sampaoli e Coudet saíram de seus clubes há menos de um mês. O Talleres informou que Sampaoli recebe apenas até o último dia trabalhado, então o clube argentino não terá gasto extra com a saída. Portanto, o Inter não esbarraria em uma pendência financeira com o treinador.

Já Barbieri é um caso à parte. Ele trabalha no Juventude, e o Inter teria de conversar com outro clube gaúcho antes de qualquer proposta. Além disso, a pressa da diretoria conta contra: cada dia de conversa reduz os 16 dias de trabalho que sobram até a volta do Brasileirão.

Análise Colorado Puro Sangue

Se eu tivesse de montar uma fila, começaria pela pergunta mais simples: quem está livre e não custa fortuna? Sampaoli e Coudet respondem sim às duas, só que chegam com trabalhos que acabaram mal há menos de um mês. Isso pesa, porque o vestiário colorado já se cansou de tropeço e não precisa de um técnico ainda digerindo a própria queda.

Zubeldía tem currículo, mas o cenário de hoje é bem mais apertado do que o do ano passado, quando ele esteve perto. Barbieri parece o mais racional no papel, porque conhece o futebol gaúcho e vive um momento estável no Juventude. Minha aposta vai nele, mas só se a conversa com o clube alviverde andar rápido.

Coudet fica no meio do caminho, porque conhece a casa, só que carrega o desgaste do River. Enfim, o substituto de Pezzolano vai herdar um time sem confiança, e isso pede um comandante calmo, não uma aventura.

Dunga fica na parte do coração. Eu ficaria emocionado com a volta, só que dez anos sem treinar e dez rodadas para salvar o clube não combinam. O coração pede Dunga, e a cabeça manda procurar outro nome.

Foto: Levi Bianco/Agência Estado