O Inter oferece trator para pagar dívida judicial que soma R$ 30.621,56, segundo informações divulgadas pela ESPN nesta quinta-feira. Trata-se de um trator agrícola John Deere 5403, avaliado pelo próprio clube em R$ 80.488. O clube apresentou o bem como garantia dentro de uma cobrança que tramita na 17ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre. Além disso, a disputa está ligada a uma comissão referente à contratação do ex-zagueiro Zé Gabriel, negociada ainda em 2019.
É importante destacar que o clube não entregou o maquinário ao credor. Na verdade, o clube indicou o trator apenas como garantia dentro dos embargos apresentados. Enquanto isso, a Justiça gaúcha ainda analisa a defesa do Colorado. Portanto, não existe qualquer confirmação de acordo fechado ou proposta oficial até o momento.
Inter oferece trator para pagar dívida com empresário Tiago Silva dos Santos
O empresário Tiago Silva dos Santos move a cobrança, que tem origem em um acordo de comissão firmado em 2019. Na época, o valor bruto ficou definido em R$ 125 mil, vinculado ao cumprimento de metas esportivas relacionadas a Zé Gabriel. Segundo a versão do credor, o clube atingiu essas metas em julho de 2020. No entanto, apenas parte das parcelas combinadas acabou sendo paga pelo clube.
Em junho de 2025, as duas partes chegaram a uma renegociação. Dessa forma, as partes converteram o saldo em aberto em um novo acordo de R$ 85 mil, dividido em três parcelas de R$ 28.333,33. O empresário afirma que o clube quitou normalmente as duas primeiras parcelas. Entretanto, a terceira, com vencimento em novembro do ano passado, permaneceu sem pagamento. Consequentemente, esse atraso motivou a execução judicial que corre hoje.
Por que o Inter oferece trator para pagar dívida no processo
Sem receber a última parcela, o credor decidiu ingressar com a execução na Justiça. Com a atualização monetária e os juros do período, o valor cobrado chegou aos atuais R$ 30.621,56. Assim, em 25 de maio, o juiz Walter José Girotto determinou o pagamento em três dias. Caso contrário, o clube correria o risco de avanço das medidas de execução patrimonial.
O Inter apresentou os embargos em 13 de julho. Na peça de defesa, o clube alegou que os pagamentos estavam condicionados à emissão de notas fiscais pelo empresário. Além disso, sustentou que o empresário não apresentou a documentação da última parcela da forma prevista em contrato. Foi justamente nessa manifestação que o Colorado indicou o trator John Deere como garantia, atribuindo ao bem o valor de R$ 80.488.
Junto com a indicação do maquinário, o clube também pediu efeito suspensivo. Assim, buscava impedir o avanço imediato da execução, incluindo eventuais bloqueios financeiros e penhoras. Contudo, a Justiça não acolheu o pedido de imediato. Em 21 de julho, o magistrado optou por ouvir primeiro o credor sobre a suficiência e a idoneidade do bem. Dessa forma, abriu-se uma nova etapa no processo.
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O que diz o credor sobre a garantia oferecida pelo Colorado
O empresário se manifestou em 11 de agosto e se posicionou contra a substituição do valor em dinheiro pelo trator agrícola. Ele também contestou a versão apresentada pelo Inter sobre a nota fiscal pendente. Segundo o credor, ele mesmo enviou o documento necessário para liberar a última parcela ao endereço eletrônico indicado pelo próprio clube. Consequentemente, essa informação contraria o argumento usado pelo Inter nos embargos.
Agora, a próxima decisão da 17ª Vara Cível deverá definir se o trator será aceito como garantia válida. Até lá, vale repetir: o Inter oferece trator para pagar dívida de valor bem menor que o próprio bem. Enquanto isso, o clube foi procurado pela imprensa a respeito do caso e optou por não se manifestar publicamente.
Vale reforçar que o episódio aparece em meio a outras discussões financeiras e judiciais envolvendo o clube. No entanto, cada processo possui origem, credor e situação jurídica próprios, sem relação direta entre si. Nesse contexto, inclusive, não existe qualquer vínculo com punição esportiva da FIFA ou impedimento para o registro de novos jogadores.
Também chama atenção a diferença entre o valor do bem oferecido e o tamanho da cobrança. Afinal, o próprio Inter avaliou o trator em valor mais de duas vezes superior ao débito executado. Ainda assim, a aceitação de um bem como garantia não depende apenas dessa comparação financeira. Por fim, a palavra final continua nas mãos da Justiça.
Análise Colorado Puro Sangue
Cá entre nós, sempre que o Inter oferece trator para pagar dívida ou qualquer bem fora do comum como garantia, o episódio rende barulho. Afinal, isso costuma acontecer antes mesmo de qualquer decisão judicial ser tomada. Um trator avaliado em mais que o dobro da dívida não é força de expressão. Aliás, é justamente esse tipo de garantia que costuma travar discussão em processos de execução. Por isso, já dava para prever a manifestação do empresário contra a substituição. Afinal, a lei não obriga o credor a aceitar bem diferente de dinheiro.
De qualquer forma, o valor em disputa é pequeno perto do orçamento de um clube do tamanho do Inter. Dessa forma, o caso tem mais a ver com uma divergência contratual pontual do que com qualquer crise financeira maior. Ainda assim, vale acompanhar o desfecho. Por fim, a próxima decisão da Justiça vai dizer se o trator realmente serve como garantia. Caso não sirva, o Colorado precisará buscar outra saída para encerrar essa pendência.
Imagem ilustrativa criada por Inteligência Artificial (IA).





