Risco de rebaixamento do Inter dispara após nova derrota

Bruno Henrique bate pênalti em jogo que aumenta o risco de rebaixamento do Inter

O risco de rebaixamento do Inter chegou a um patamar assustador. Segundo levantamento divulgado pelo Infobola, o Colorado já soma 76% de chance de terminar a temporada na Série B.

O número reflete o momento ruim vivido pelo time gaúcho. Cada rodada que passa sem reação deixa a fuga do Z-4 mais difícil.

Nova derrota aprofunda a crise

O tropeço mais recente veio neste domingo (6), diante do Santos, no Beira-Rio. O Colorado perdeu por 3 a 2 e viu o risco de rebaixamento do Inter aumentar ainda mais depois do apito final.

Foi mais um resultado negativo em uma sequência que já incomoda a torcida colorada. Além disso, o revés reforça a sensação de que o time não consegue vencer nos momentos decisivos.

Colorado ocupa a 18ª posição

Atualmente, o Inter está na 18ª colocação da tabela, com 25 pontos, dentro da zona de rebaixamento. Dessa forma, a distância para deixar o Z-4 aumentou de tamanho depois do resultado contra o Santos.

O Mirassol, um dos rivais diretos na briga, já soma 28 pontos e leva vantagem no número de vitórias. Por isso, mesmo batendo a Chapecoense na próxima rodada, o Colorado não sai automaticamente da degola.

Chapecoense: duelo direto pela sobrevivência

O próximo adversário do Inter é justamente a Chapecoense, lanterna do Campeonato Brasileiro. Trata-se de um confronto direto, dos que costumam pesar dobrado nas contas de quem briga contra o rebaixamento.

A Chapecoense também vive pressão extrema, já que ocupa a última posição isolada. Um tropeço catarinense em casa seria um alívio e tanto para o Colorado, mas depender do adversário nunca é a melhor estratégia.

Uma vitória levaria o Colorado aos 28 pontos, empatando em número com o Mirassol. Ainda assim, o saldo de vitórias do rival paulista seguiria maior, o que mantém o Inter dependente de outros resultados.

As contas para escapar da degola

Restam 13 rodadas para o fim do Brasileirão, e cada ponto ganha peso extra nesta reta. Segundo levantamentos históricos do próprio campeonato, campanhas de permanência na Série A costumam girar perto dos 45 pontos, conta que exige reação rápida do Colorado.

Fazendo a matemática, o Inter precisaria somar cerca de 20 pontos nos jogos restantes para se aproximar dessa marca de segurança. Na prática, isso significa emplacar ao menos seis vitórias, além de somar pontos extras em empates, até o fim da competição.

Numa conta rápida, isso equivale a mais de 1,5 ponto por jogo dentro das 13 rodadas finais. É um ritmo bem acima do que o time vem sustentando até aqui, o que exige evolução imediata dentro de campo.

Isto quer dizer que o Colorado precisa engatar uma sequência de vitórias, não apenas um resultado isolado. Enquanto isso, os times mais próximos da parte de cima do Z-4 seguem abrindo distância a cada rodada disputada.

O fantasma de 2016

O cenário lembra, guardadas as proporções, a temporada de 2016, quando o clube caiu para a Série B pela primeira vez em sua história. Naquela ocasião, a reação também veio tarde demais, e o grupo só se deu conta do tamanho do problema quando praticamente não havia mais tempo hábil.

Ninguém na Zona Norte de Porto Alegre quer reviver aquele pesadelo. Por isso, a comparação serve mais como alerta do que como previsão fechada, já que o elenco atual ainda tem margem matemática para reverter o quadro.

Pezzolano segue no comando

Apesar da sequência de tropeços, a diretoria decidiu manter Paulo Pezzolano à frente do elenco. A aposta é numa reação imediata, capaz de devolver confiança ao grupo antes que a situação piore ainda mais.

O principal desafio do treinador agora passa pelo emocional do elenco. Consequentemente, reconstruir a confiança dos jogadores virou tão importante quanto ajustar detalhes táticos dentro de campo.

Depois da Chapecoense, o calendário do Inter não fica mais fácil. Pela frente, vêm adversários que também brigam por pontos importantes, o que torna praticamente cada rodada uma decisão isolada dentro do campeonato.

Nesse contexto, a torcida colorada cobra postura diferente da que o time vem apresentando nas últimas semanas. Afinal, discurso de reação só convence quando vem acompanhado de resultado dentro das quatro linhas.

Vale lembrar ainda que o mando de campo pode pesar a favor do Colorado nesta reta final. Jogar mais vezes no Beira-Rio, com apoio da torcida, tende a facilitar a arrancada que o time tanto precisa.

Análise Colorado Puro Sangue

Assistir a esse Inter dói. O time desperdiça pontos preciosos justamente na fase do campeonato em que não sobra mais margem para erro.

O confronto com a Chapecoense virou obrigação, não opção. Perder esse jogo empurraria o risco de rebaixamento do Inter para perto da irreversibilidade, e ninguém no Beira-Rio quer viver essa realidade.

Manter Pezzolano é uma aposta compreensível, mas arriscada. O treinador precisa de resultado rápido, porque paciência é justamente o que a torcida colorada já não tem mais sobra para dar.

O apoio da torcida em casa pode ser a diferença entre a queda e a permanência. Um Beira-Rio cheio e paciente vale muito nesta reta final, mas essa paciência também tem limite.

Ainda dá tempo de reverter o quadro: 13 rodadas é praticamente um returno de campeonato estadual. Mas o Inter só vai escapar da Série B se transformar essa urgência em pontos dentro de campo, começando pela Chapecoense.

Foto: Ricardo Duarte / Internacional