Clube russo mira Carbonero, mas Inter quer valorizar venda

Clube russo mira Carbonero, atacante que atua pelo Inter no Brasileirão

Um clube russo mira Carbonero, e a informação já circula com força entre os bastidores do Beira-Rio. O Krasnodar demonstrou interesse em contratar o atacante colombiano, segundo apurou o jornalista Vaguinha, da GZH.

A direção colorada, no entanto, considerou baixa a proposta inicial. Por isso, o negócio só deve avançar se os russos melhorarem bastante os valores oferecidos nas próximas semanas.

Quanto o Inter pagou por Carbonero

O clube gaúcho desembolsou 4,5 milhões de dólares ao Racing, da Argentina, para contratar o atacante. Esse número ajuda a entender por que o Inter não pretende vender por qualquer preço colocado na mesa.

A ideia da diretoria é, no mínimo, recuperar o valor investido na contratação. Se possível, ainda lucrar em cima do negócio, prática comum quando um clube brasileiro negocia com o mercado russo.

Nesse sentido, o histórico recente do futebol brasileiro mostra que clubes russos costumam entrar forte no início das conversas, mas aceitam melhorar a oferta quando o time vendedor segura a negociação. O Inter parece disposto a jogar esse jogo.

O que está em jogo além do valor da venda

Vale lembrar que Carbonero não é só mais um nome no elenco. Ele forma, ao lado de Alerrandro, a dupla que praticamente sustenta sozinha o ataque colorado nesta reta do Brasileirão.

Perder um dos dois justamente durante a briga contra o rebaixamento seria um baque e tanto para o time de Pezzolano. Ainda assim, o mercado da bola nem sempre respeita o calendário ideal de um clube.

Além disso, essa janela de transferências para o exterior costuma coincidir com o momento em que os times brasileiros mais precisam de estabilidade no elenco. Por isso, negociações assim sempre geram desconforto na torcida, mesmo quando fazem sentido financeiro.

Enquanto o assunto não se resolve, Pezzolano segue montando o time sem saber se poderá contar com o colombiano nas próximas rodadas. Essa incerteza, por si só, já atrapalha o planejamento tático para o restante da temporada.

Por que o dinheiro da venda pode não sobrar

Aqui está o ponto que poucas notícias sobre o assunto explicam direito: mesmo que o Inter venda Carbonero por um bom valor, esse dinheiro não tem destino livre dentro do caixa do clube.

Isso acontece porque o Inter enfrenta dois transferbans próximos de serem aplicados pela Fifa. Na prática, esse tipo de punição impede o clube de registrar novos contratados enquanto o clube não quitar dívidas específicas.

Um transferban costuma ser aplicado quando um clube atrasa pagamentos a outro clube ou a um jogador, conforme decisão da própria Fifa. Enquanto o Inter não resolve a pendência, a entidade barra qualquer inscrição de reforço, mesmo que o dinheiro para contratar já esteja disponível.

Dessa forma, qualquer valor recebido por Carbonero tende a ser direcionado primeiro para regularizar essas pendências específicas. Só depois disso a diretoria poderia pensar em usar parte do montante para reforçar o elenco em outras posições.

Consequentemente, o torcedor não deve esperar que uma eventual venda já venha acompanhada do anúncio de um substituto à altura. O caminho tende a ser mais lento do que o desejado.

Arce entra na conta, mas sem pressa

A possível saída de Carbonero também reacende um nome específico nos bastidores: o atacante Arce, cujo empresário está na Argentina. O próprio jogador mantém o desejo de vestir a camisa do Inter em algum momento.

Entretanto, essa contratação depende de uma organização financeira que o clube ainda não tem hoje. Enquanto o Inter não resolver os transferbans, qualquer reforço no ataque colorado segue mais como plano do que como realidade próxima.

Nesse contexto, faz sentido a diretoria tratar o caso Arce com cautela pública, mesmo mantendo o interesse nos bastidores. Anunciar uma prioridade sem ter como executá-la só geraria cobrança extra sobre um departamento de futebol já pressionado.

Análise Colorado Puro Sangue

Cá entre nós, colorado: vender justamente um dos dois artilheiros do time em plena briga contra o Z-4 é decisão de última hora, não de escolha tranquila. Não é força de expressão dizer que essa negociação preocupa mais do que anima.

O detalhe mais incômodo nem é perder Carbonero em campo. É saber que o dinheiro da venda provavelmente nem vai sobrar pra reforçar o time, porque as dívidas do clube vêm antes na fila do caixa.

Por outro lado, dá pra entender o lado financeiro do imbróglio. Um clube afogado em transferban não tem muito luxo de escolher a hora certa de negociar seus melhores nomes.

Às vezes a venda precisa acontecer mesmo sem ser o momento ideal dentro de campo. Nesse tipo de situação, quem sofre primeiro é sempre o técnico, que perde peça importante sem prazo pra repor.

Assim, o torcedor colorado fica na mesma posição de sempre nesta temporada: na torcida pra que a diretoria consiga, ao mesmo tempo, organizar as contas e não desmontar o pouco que funciona lá na frente.

Enquanto isso não se resolve, resta acompanhar de perto os próximos capítulos dessa novela. Ela mistura mercado da bola, crise financeira e briga direta contra o rebaixamento em um único imbróglio.

Bola pra frente, Colorado.

Foto: Ricardo Duarte/Internacional