Eduardo Baptista no Inter já mostrou, em poucos treinos, quem joga e quem espera. Braian Aguirre, Juninho, Thiago Maia e Alerrandro apareceram entre os titulares no jogo-treino contra o Sub-20. Já Bruno Henrique e Carbonero ficaram na reserva, segundo apuraram Zona Mista e Bolavip.
O que mudou no primeiro esboço de Eduardo Baptista no Inter
A principal mudança é de desenho, e não só de nomes. O técnico apostou em três zagueiros e montou um 3-4-2-1 na terça-feira (29). Assim, os laterais viraram alas, e dois meias passaram a jogar colados no centroavante.
A escalação do treino teve Matheus Cunha; Bruno Gomes, Mercado e Juninho; Braian Aguirre, Villagra, Thiago Maia e Bernabei; Vitinho e Alan Patrick; Alerrandro. Além disso, Thiago Maia dividiu o meio com Villagra, enquanto Bruno Henrique e Paulinho esperaram entre os reservas.
O cenário que o novo técnico encontrou
Eduardo Baptista no Inter começa a trabalhar com o time na 18ª posição, com 28 pontos em 28 jogos. Ou seja, a campanha tem seis vitórias, dez empates e doze derrotas, além de saldo negativo de seis gols. Restam dez rodadas, e a estreia acontece contra o Corinthians, na quarta-feira (7), às 19h30, no Beira-Rio.
Na apresentação, Baptista disse que encontrou um grupo receptivo e que pretende equilibrar defesa e ataque. Além disso, avisou que vai ajustar a marcação sem condenar o que existia antes. Portanto, a resposta dessa mudança precisa aparecer rápido.
A conta explica a pressa. O Corinthians está em 14º, com 32 pontos, e uma vitória colorada levaria o Inter a 31, empatando com o Vasco pela tabela atual. Por isso, o Gre-Nal do dia 11 também pesa muito, já que o Grêmio aparece em 17º, com 29 pontos. Depois, o time ainda viaja para encarar o Mirassol no dia 16.
Como o 3-4-2-1 muda o papel de cada jogador
O desenho novo cria vagas para uns e fecha a porta para outros. Com três zagueiros, sobra uma vaga a mais na defesa, e Juninho entra na disputa por ela. Aguirre e Bernabei, por sua vez, ocupam as alas e ganham liberdade para atacar, como destacou a Bolavip.
No meio, Thiago Maia assumiu o lugar de Bruno Henrique ao lado de Villagra. Segundo a Rádio Grenal, o teste agradou ao treinador. Portanto, o volante que vinha jogando perdeu a posição logo na largada.
No ataque, a conta é simples. O desenho tem só três vagas ofensivas, e Vitinho, Alan Patrick e Alerrandro ocupam todas. Por isso, Carbonero perdeu o lugar, e a antiga parceria entre Bernabei e Matheus Bahia se desfez.
Alerrandro, aliás, merece atenção própria. Baptista manteve a ideia de jogar com um centroavante de referência, então o camisa 9 ganha uma função clara. Dessa forma, Vitinho e Alan Patrick têm a missão de abastecer o goleador de perto.
As dúvidas que ainda travam a escalação
Mesmo assim, o time ainda tem pontos em aberto. Maripán disputa com Juninho a vaga de zagueiro pela esquerda, e a decisão fica para os últimos treinos. No gol, Rochet ainda se recupera de uma cirurgia, então Matheus Cunha pode seguir como titular.
Além disso, Félix Torres não joga na quarta, porque pertence ao Corinthians e o contrato impede a escalação. Os desfalques da Data Fifa também forçaram Baptista a chamar sete garotos da base para completar os treinos. Dessa forma, o técnico aproveitou para observar a molecada de perto.
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Pensa comigo: quem sobe de cotação com Eduardo Baptista no Inter é quem tinha pouco espaço no tempo de Pezzolano. Isso mostra que o problema do Inter nunca foi só de nomes, e sim de função. Aguirre, Juninho e Thiago Maia não viraram craques de uma hora para outra, mas ganharam um papel que combina com o que eles sabem fazer.
O risco real mora nas costas dos alas. Três zagueiros funcionam quando Aguirre e Bernabei voltam rápido, mas um time com dez empates em 28 jogos costuma sofrer justamente na bola que sobra. Então, se o Corinthians acertar um contra-ataque, a discussão sobre o sistema vai explodir no intervalo.
Eu apostaria que Baptista guarda Bruno Henrique como arma para o segundo tempo. Se ele entrar e mexer no jogo, o treinador mostra repertório. Se não mexer, a escolha inicial ganha força. Aliás, esse banco vai virar o melhor termômetro da nova fase.
Foto: Ricardo Duarte / Inter





