Clemer deseja sorte a Baptista e aposta na volta por cima do Inter

Clemer, ex-goleiro e ídolo do Inter

Ídolo não esquece a camisa, e o recado de Clemer prova isso num momento duro do Inter. Nesta terça-feira (29), o ex-goleiro publicou um story no Instagram e desejou sorte ao novo técnico Eduardo Baptista. Ele disse acreditar que o time vai sair dessa. Além disso, ele projetou uma história diferente em 2027, com o Colorado na primeira divisão.

O que diz o recado de Clemer nas redes sociais

Clemer abriu o story chamando a torcida colorada e pediu toda a sorte ao novo treinador. Na sequência, afirmou que tudo vai dar certo. Por fim, ele apostou que o Inter escreverá outro capítulo no ano que vem, se Deus quiser.

O ex-goleiro defendeu o clube entre 2002 e 2008 e ganhou vários títulos no Beira-Rio. Portanto, o tom de confiança pesa, porque vem de alguém que viveu o auge do Inter. Ele se afastou do futebol há alguns anos.

Como Eduardo Baptista encontrou o time na tabela

Baptista assumiu no lugar de Paulo Pezzolano, demitido em 20 de setembro, depois da derrota por 1 a 0 para o São Paulo no Morumbis. O novo técnico comanda o Inter até o fim da temporada. Por isso, ele tem só dez rodadas para tirar o time da zona de rebaixamento.

A tabela mostra o tamanho da tarefa. O Inter ocupa o 18º lugar, com 28 pontos em 28 jogos. O Vasco, primeiro time fora do Z4, tem 31 pontos, mas disputou um jogo a menos. Assim, o Colorado está a três pontos da salvação, e o Grêmio, em 17º, soma 29. Uma vitória já empata o Inter com os 31 pontos atuais do Vasco, e duas vitórias levam o time a 34.

Depois da pausa, o Inter recebe o Corinthians em 7 de outubro, às 19h30, no Beira-Rio. O adversário é o 14º colocado, com 32 pontos. Quatro dias depois, o time encara o Grêmio no Gre-Nal e, em 16 de outubro, visita o Mirassol. Como o time só volta a campo no dia 7, o recado de Clemer ganha espaço numa semana sem jogo.

O nome de Clemer nos bastidores do clube

Clemer já tinha voltado ao noticiário antes do story. O ex-dirigente Roberto Siegmann contou, em entrevista ao canal de Nando Gross, que sugeriu o nome dele para o lugar de Pezzolano. Segundo Siegmann, a ideia surgiu em reunião com o presidente Alessandro Barcellos e os pré-candidatos.

Siegmann justificou a escolha em três pontos: Clemer é colorado, é campeão do mundo e foi bom treinador de base. A sugestão, porém, não avançou, e a diretoria seguiu outro caminho. Mesmo assim, o nome dele voltou a circular.

Siegmann também criticou a mania de trazer treinador que não conhece o Inter nem a rivalidade gaúcha. Para ele, esses técnicos chegam com gente própria e não se envolvem com a base. Com poucos jogos pela frente, ele entendeu que um nome da casa resolveria melhor.

Na mesma época, segundo reportagem do Bolavip, os dirigentes também discutiram a chegada de Siegmann como vice de futebol até dezembro. Com ele no cargo, o nome de Clemer ganharia força para o banco. Só que a diretoria manteve Pezzolano por mais um tempo, e o assunto esfriou.

Como treinador, Clemer teve uma passagem curta. Ele dirigiu Brasil de Pelotas e Glória e comandou a base do Inter. Em 2013, assumiu o time principal de forma interina, depois da saída de Dunga. Desde que deixou o clube como jogador, em 2008, já passaram 18 anos.

Análise Colorado Puro Sangue

Mensagem de ídolo não ganha jogo, mas ajuda a segurar o ambiente, e o Inter precisa disso agora. Dez rodadas e três pontos até a salvação deixam pouco espaço para clima ruim no Beira-Rio. Por isso, eu usaria essa voz de outro jeito. Chamaria o Clemer para conversar com o elenco antes do Gre-Nal, sem cargo e sem holofote.

Quem foi campeão do mundo com essa camisa sabe falar de pressão melhor do que qualquer slogan. Já a ideia de colocá-lo no banco eu não levaria adiante, porque a carreira curta como técnico pesa contra num vestiário em crise. O recado de Clemer vale mais como combustível para os jogadores do que como plano para a beira do campo. Hoje, o treinador é Baptista, e ele precisa de um vestiário unido, não de debate sobre quem poderia ter assumido.

Foto: Reprodução/YouTube