O Internacional terá mudanças no time para enfrentar o São Paulo, no sábado (19), pela 28ª rodada do Brasileirão. Depois da vitória sobre a Chapecoense, Paulo Pezzolano recupera peças importantes para o duelo no Morumbis. Ao mesmo tempo, o técnico perde outro titular por suspensão. Portanto, o Inter muda o time contra o São Paulo em pelo menos duas posições na comparação com a última rodada.
Fato: Bahia e Aguirre voltam ao time titular
Matheus Bahia e Aguirre cumpriram suspensão contra a Chapecoense e ficam à disposição de Pezzolano novamente. Com isso, Bahia deve retomar a titularidade na lateral-esquerda. Assim, Bernabei ganha liberdade para atuar mais avançado, como já vinha acontecendo nas últimas rodadas. Bruno Gomes segue como titular improvisado na lateral-direita, função que assumiu desde a temporada passada.
Contexto: Villagra é a principal baixa entre as mudanças do Inter contra o São Paulo
Villagra é a principal ausência entre as mudanças do Inter contra o São Paulo. O volante recebeu o terceiro cartão amarelo no Brasileirão e cumpre suspensão automática. Paulinho e Ronaldo aparecem como opções para a vaga ao lado de Bruno Henrique. Nos dois últimos jogos sem Villagra, contra Corinthians e Palmeiras, Pezzolano optou por escalar Paulinho. Novos testes, porém, ainda devem acontecer ao longo da semana de treinos.
Um detalhe chama atenção nesse recorte recente: nos dois jogos em que Villagra ficou fora, o Inter não conseguiu vencer nenhum dos dois, contra Corinthians e Palmeiras. Portanto, a ausência do volante nem sempre significa apenas uma troca de peça — ela também coincide com uma sequência de resultados ruins que a torcida colorada acompanha com preocupação.
Matheus Cunha segue como titular, mesmo sob críticas recentes da torcida. Anthoni permanece como opção no banco de reservas. A provável escalação do Inter tem Matheus Cunha; Bruno Gomes, Maripán, Gabriel Mercado e Matheus Bahia; Bruno Henrique e Paulinho; Vitinho, Carbonero, Alan Patrick e Bernabei.
Vale lembrar que essa não é a primeira vez, na temporada, que Pezzolano precisa mexer no time por suspensão. Aguirre e Bahia já haviam desfalcado a equipe contra a Chapecoense, o que obrigou o treinador a montar uma escalação alternativa naquela rodada. Agora, a lógica se inverte: os dois voltam, mas é Villagra quem sai. Assim, o Inter segue trocando peças praticamente rodada após rodada, sem conseguir repetir a mesma equipe por muito tempo.
Números: o risco de queda que pesa mais que a escalação
Só que o contexto da tabela ajuda a entender o real tamanho desse jogo. O Inter ocupa a 18ª posição do Brasileirão, com 28 pontos, dentro da zona de rebaixamento. Segundo levantamento da Opta, o Colorado aparece com 52,67% de chance de queda para a Série B. Outro modelo, da UFMG, calcula um risco ainda maior, de 57,4%.
O São Paulo, adversário de sábado, vive realidade bem diferente. O Tricolor aparece com apenas 4,22% de probabilidade de rebaixamento, segundo a mesma Opta. Ou seja, o Inter entra em campo precisando muito mais da vitória do que o rival paulista. Essa diferença de necessidade tende a pesar tanto quanto qualquer escalação.
Depois do confronto no Morumbis, o Inter tem pela frente a pausa da Data Fifa. O time só volta a jogar em 7 de outubro, contra o Corinthians, fora de casa. Para aquela partida, o goleiro Sergio Rochet pode voltar à equipe, o que muda ainda mais a configuração do time logo na sequência.
Análise Colorado Puro Sangue
Números como 52,67% e 57,4% de risco de queda deveriam pesar mais nas conversas sobre esse jogo do que a escalação em si. O Inter pode até acertar quem joga ao lado de Bruno Henrique, mas isso não muda o fato de que o time está na pior fase da temporada justamente na reta decisiva do campeonato. Contra um adversário que tem apenas 4,22% de chance de cair, cada ponto perdido custa muito mais caro para o lado colorado.
Também vejo um risco na repetição de escolhas. Pezzolano já usou Paulinho contra Corinthians e Palmeiras nas ausências de Villagra, e o resultado desses jogos não foi de recuperação imediata na tabela. Além disso, testar Ronaldo nessa reta final não é luxo, é necessidade de variar uma equipe que precisa de solução, não só de manutenção do que já vinha sendo feito.
A folga da Data Fifa depois desse jogo também merece atenção. Se o Inter sair do Morumbis ainda dentro do Z4, o intervalo até 7 de outubro vira tempo de ansiedade dobrada para a torcida, sem partida para aliviar a pressão. Por isso, mais do que discutir se Bahia ou Bernabei jogam mais avançados, o que importa mesmo nesse sábado é sair de São Paulo com pontos que tirem o Colorado, de fato, da zona de rebaixamento.
Foto: Divulgação / Internacional





