Disputa no Gol do Inter Esquenta Antes de Chapecoense x Inter

Anthoni durante treinamento do Internacional, pode voltar a ser titular contra a Chape

A disputa no gol do Inter voltou à tona nesta semana, às vésperas do confronto direto contra a Chapecoense. Matheus Cunha, titular havia dez partidas, corre o risco de perder a posição para Anthoni. A decisão sai depois dos treinos de quinta-feira e da atividade de sexta-feira pela manhã, antes da viagem para Santa Catarina.

O que motivou a disputa no gol do Inter

O Colorado enfrenta a Chapecoense neste sábado, às 17h, na Arena Condá. Contudo, o momento do time preocupa fora de campo. Isso porque Matheus Cunha sofreu 13 gols nos últimos dez jogos como titular. Além disso, nove dessas bolas balançaram as redes somente nas últimas três rodadas, diante de Bahia, Grêmio e Santos.

Diante desse cenário, a comissão técnica voltou a olhar com atenção para as alternativas na posição. Portanto, Anthoni, que vinha atuando como reserva, ganhou espaço nas conversas internas do clube.

Contexto: a trajetória de Matheus Cunha e Anthoni

A briga pela camisa 1 não é novidade nesta temporada. Quando Matheus Cunha chegou por empréstimo do Cruzeiro, em julho, a missão já estava definida: encarar Anthoni e Sergio Rochet de igual para igual. No início, porém, o goleiro recém-chegado não teve sequência imediata.

A virada aconteceu depois do empate sem gols contra o Atlético-MG. Cunha bateu o rosto na trave durante uma defesa e precisou deixar o gramado, dando lugar a Anthoni. Ainda assim, ele se recuperou rápido e retomou a titularidade, mantendo-se como opção número um durante os Gre-Nais e nas rodadas seguintes do Brasileirão.

Enquanto isso, Sergio Rochet segue fora dos relacionados. O uruguaio se recupera de uma cirurgia para corrigir uma hérnia de disco e tem outubro como horizonte para voltar aos gramados. Assim, a disputa real, por enquanto, fica restrita a Matheus Cunha e Anthoni.

Números que expõem a crise defensiva do Colorado

A tabela do Brasileirão ajuda a entender a urgência da diretoria e da comissão técnica colorada. O Inter aparece na 18ª colocação, com 25 pontos, dentro da zona de rebaixamento, e amarga dez jogos seguidos sem vencer no torneio. Já a Chapecoense ocupa a 20ª posição, com apenas 17 pontos somados até aqui.

Ou seja, o adversário de sábado também vive fase ruim e soma 27 gols sofridos na competição, número próximo dos 28 gols sofridos pelo próprio Inter. Esse cenário deixa a disputa no gol do Inter ainda mais aberta para o duelo em Chapecó.

Vale lembrar que Matheus Cunha chegou ao Beira-Rio prometendo liderança e qualidade com os pés, características valorizadas por Paulo Pezzolano. No entanto, a sequência recente de gols sofridos jogou contra o discurso inicial do goleiro emprestado pelo Cruzeiro.

Outro ponto que pesa nessa avaliação é o próprio discurso de apresentação de Matheus Cunha, lá em julho. Na ocasião, o goleiro afirmou que vinha para “fazer milagres” pelo Inter e minimizou a passagem apagada pelo Cruzeiro, dizendo que havia retornado de lesão antes do prazo ideal. Passados alguns meses, porém, a cobrança por resultados aumentou, e a comparação com o desempenho de Anthoni voltou a fazer parte do debate interno na Direção de Futebol.

A situação também expõe um problema mais antigo do goleiro colorado. Mesmo antes da sequência ruim contra Bahia, Grêmio e Santos, o setor já vinha sendo tratado como prioridade desde a lesão de Sergio Rochet. Afinal, o uruguaio era peça de confiança de Paulo Pezzolano antes de precisar operar a coluna, e sua ausência prolongada obrigou o Inter a apostar em um nome emprestado justamente em um momento de instabilidade na temporada.

Além disso, a proximidade da viagem para Chapecó tende a antecipar qualquer decisão sobre a disputa no gol do Inter. Como o elenco viaja um dia antes da partida, a comissão técnica normalmente define a equipe titular já no treino de sexta-feira pela manhã, em Porto Alegre, antes do embarque para Santa Catarina.

Análise Colorado Puro Sangue

Sinceramente, chega a incomodar ver o Inter discutindo escalação de goleiro num sábado que deveria ser só sobre pontos somados. O clube contratou Cunha com aquele discurso bonito de fazer milagres e, na prática, a sequência recente de gols sofridos assusta qualquer torcedor.

Por outro lado, também não dá para cravar que trocar de goleiro resolve tudo sozinho. O sistema defensivo do Inter vem furado como time inteiro, não só pela responsabilidade de quem está debaixo das traves. Portanto, se Pezzolano decidir colocar Anthoni contra a Chapecoense, tudo bem, mas o problema segue maior do que uma simples troca de titular.

O que dá um certo alívio é saber que existe competição saudável dentro do elenco. Assim, se Anthoni entrar bem, ótimo para o grupo. Se Cunha continuar, que aproveite a pressão para reagir dentro de campo. No fim das contas, o que importa mesmo é sair de Chapecó com os três pontos e deixar essa história de disputa no gol do Inter em segundo plano.

Foto: Ricardo Duarte/SC Internacional