O duelo do Inter contra a Chapecoense já nasce com dor de cabeça pra Paulo Pezzolano. Depois da derrota para o Santos, por 3 a 2, o técnico não vai poder contar com Braian Aguirre e Matheus Bahia, suspensos pela 27ª rodada do Brasileirão. Por isso, a lateral esquerda virou o principal ponto de dúvida na escalação do Colorado.
Fato: dois desfalques certos para o jogo
Aguirre recebeu o terceiro cartão amarelo na derrota diante do Santos e cumpre suspensão automática. Já Matheus Bahia viu o cartão vermelho na mesma partida e também desfalca o Inter contra a Chapecoense. Dessa forma, Pezzolano perde justamente as duas peças que vinham se revezando na lateral esquerda nas últimas rodadas.
Por outro lado, o treinador ganha reforços em outras posições. Maripán e Villagra, que Pezzolano poupou e deixou no banco, devem retornar aos 11 titulares. Além disso, o próprio Pezzolano volta ao comando depois de cumprir suspensão, já que Esteban Conde o substituiu diante do Peixe.
Contexto: um Inter pressionado pela tabela
Essa não é uma rodada qualquer para o Colorado. Afinal, o time está na zona de rebaixamento do Brasileirão, na 18ª colocação, com 25 pontos em 26 jogos disputados. Portanto, cada escolha de escalação pesa ainda mais nesse momento delicado da temporada.
O adeus a uma sequência de dez jogos sem vencer também aumenta a pressão sobre a comissão técnica. Diante disso, testar novas peças na lateral esquerda pode ser um risco calculado, mas também uma necessidade, já que as opções naturais para a posição estão fora da partida.
Vale lembrar que Chapecoense e Inter duelam na Arena Condá, em Chapecó, no sábado (12), às 17h. A partida terá transmissão da Record, da CazéTV e do Premiere, o que deve garantir bastante visibilidade para o duelo entre duas equipes que brigam contra o rebaixamento.
Quem pode jogar na lateral esquerda do Inter
Uma das opções estudadas por Pezzolano é recuar Bernabei, que vinha atuando mais como ponta pela esquerda nos últimos jogos. Ou seja, o argentino sairia de uma função ofensiva para assumir a lateral, num rearranjo tático que muda bastante a movimentação do time.
Juninho também aparece como alternativa. O zagueiro já atuou improvisado como atacante em outras ocasiões e poderia surgir na lateral esquerda, repetindo algo que já aconteceu em 2025, na gestão de Roger Machado. Inclusive, uma linha de cinco defensores, com três zagueiros, é uma hipótese que Pezzolano avalia internamente.
Bruno Gomes é outro nome cotado, ainda que a tendência seja mantê-lo do lado direito. O volante de origem já atuou improvisado pela esquerda contra o Mirassol, no primeiro turno do Brasileirão, mas não teve uma atuação convincente na função. Por isso, esse cenário parece menos provável para o duelo contra a Chapecoense.
Já o jovem Luiz Felipe, de 20 anos, também está na lista de possibilidades. Ele subiu ao time profissional em julho e já foi titular contra o Cruzeiro. No entanto, nos bastidores, a comissão técnica entende que o garoto ainda não está pronto para uma sequência mais longa como titular.
Análise Colorado Puro Sangue
Sinceramente, dá pra sentir o tamanho do aperto que o Inter vive quando um jogo contra o lanterna do Brasileirão vira um quebra-cabeça de escalação. Não é falta de elenco, é falta de opções específicas mesmo, e isso mostra um problema de planejamento lá atrás no mercado da bola.
Testar Bernabei mais recuado até faz sentido pontualmente, mas tira o argentino de uma função que vinha rendendo no ataque. Ou seja, o técnico resolve um problema criando outro. Já a ideia de usar Juninho ou uma linha de cinco mostra que Pezzolano está disposto a mexer na estrutura pra tapar esse buraco.
De qualquer forma, contra a Chapecoense o Inter não pode se dar ao luxo de vacilar. O adversário está no fundo da tabela e é justamente contra times assim que o Colorado precisa quebrar o jejum de vitórias. Portanto, mais importante do que quem joga na lateral é a atitude do time em campo.
Enquanto a torcida aguarda a escalação definitiva, uma coisa é certa: o Inter não tem mais margem para experimentos que não deem resultado. A cada rodada que passa sem vitória, a distância para sair do Z4 fica mais difícil de administrar, e isso pesa tanto quanto qualquer ajuste tático na lateral esquerda.
No fim das contas, o torcedor colorado só quer ver o time competir de igual pra igual contra um rival direto na luta contra o rebaixamento. Se Pezzolano acertar a mão na escalação e o Inter sair de Chapecó com os três pontos, ninguém vai lembrar quem jogou na lateral esquerda. Vai lembrar só do resultado.
Foto: Ricardo Duarte / Internacional





