O Internacional vive mais um capítulo de crise, e o nome de Coudet no Internacional voltou a circular nos bastidores do Beira-Rio. Depois da derrota para o Santos, no último domingo, o presidente Alessandro Barcellos passou a avaliar a saída de Paulo Pezzolano. Portanto, o clube já testou o terreno com o treinador argentino, que comandou o Colorado em duas oportunidades anteriores.
A conversa, porém, não avançou. Coudet recebeu uma ligação pessoal de Barcellos, mas recusou a proposta informal. Dessa forma, o cenário no Beira-Rio continua indefinido, com a torcida dividida e a diretoria sem um nome fechado para os últimos meses de temporada.
Fato: Inter procura Coudet e recebe recusa
Segundo apuração do jornalista Leonardo Meneghetti, confirmada por outros colegas que cobrem o clube, Alessandro Barcellos telefonou diretamente para Eduardo Coudet. A pergunta foi direta: o argentino toparia assumir o Inter até o fim do Brasileirão, faltando apenas 12 rodadas? A resposta, no entanto, foi não.
Coudet considerou o número de jogos restante pequeno demais para um trabalho consistente. Além disso, ele avalia que a situação do clube está “complicada demais” neste momento da temporada. Assim, o que era apenas uma sondagem informal esfriou rapidamente.
Contexto: por que o Inter pensa em trocar de treinador
Paulo Pezzolano não vive um bom momento à frente do Internacional. O time ocupa a 18ª colocação no Brasileirão, dentro da zona de rebaixamento, com 25 pontos em 44 jogos. Foram 17 vitórias, 12 empates e 15 derrotas nesta temporada.
Além do desempenho na competição nacional, o uruguaio só foi campeão da Recopa Gaúcha em 2026. O Inter ainda ficou com o vice-campeonato no Gauchão e caiu nas quartas de final da Copa do Brasil diante do Grêmio. Diante desse retrospecto, a diretoria colorada perdeu a confiança na permanência do treinador.
Vale lembrar que o clube havia fechado um acordo para manter Pezzolano mesmo após um tropeço contra o Santos. No entanto, as reuniões internas da última segunda-feira mudaram esse cenário. Assim, a demissão ganhou força, ainda que sem data definida.
O nome de Coudet no Internacional: histórico e resistência interna
Eduardo Coudet já defendeu as cores do Inter em duas passagens distintas, somando 108 jogos no comando do time. Foram 54 vitórias, 28 empates e 26 derrotas, um aproveitamento de 58,24%. Os números colocam o argentino entre os treinadores mais vitoriosos recentes do clube.
Apesar do currículo, Coudet no Internacional não é consenso interno. De acordo com o jornalista Lucas Collar, parte da diretoria é contrária à contratação. Da mesma forma, um grupo da torcida rejeita o retorno do treinador, que deixou o clube em julho de 2024 após uma sequência de resultados ruins.
Essa resistência ajuda a explicar por que a sondagem não avançou rapidamente para uma proposta formal. Ainda assim, o vínculo entre Barcellos e Coudet, construído desde 2020, mantém o nome do argentino como opção viável caso o cenário mude nas próximas semanas.
O fator eleição pesa na decisão do Inter
2026 é ano de eleição no Internacional, e isso adiciona outra camada de complexidade à escolha do próximo treinador. Barcellos está politicamente mais isolado dentro da diretoria, e um nome como Coudet poderia lhe dar sustentação nos bastidores. Por outro lado, uma contratação mal recebida pela torcida pode custar caro em um momento tão sensível.
Diante disso, a diretoria também avalia outros nomes, como Tite, Zubeldia, Lisca e Dunga, conforme informações anteriores. Contudo, nenhum deles apareceu como favorito até o momento. A decisão sobre o futuro do comando técnico deve ser selada antes da próxima rodada do Brasileirão.
Análise Colorado Puro Sangue
Bah, colorado, essa novela do treinador já cansou até o torcedor mais paciente. O Inter briga contra o Z-4, quase foi campeão de nada em 2026 e ainda perde tempo discutindo nome que já disse não. Faltava só isso.
Sinceramente, acho que ligar pro Coudet foi um tiro no escuro. O cara já deixou claro em 2024 que não tinha mais clima por aqui, e voltar pra apagar incêndio em 12 rodadas nunca foi um convite atrativo. Portanto, não surpreende a recusa.
O problema maior, no entanto, não é o nome do treinador. É a falta de planejamento da diretoria, que só corre atrás de solução quando a bola já está embaixo da trave. Enquanto isso não mudar, qualquer nome que assumir o Beira-Rio vai herdar a mesma bagunça.
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