O Inter perde para o Santos no Brasileirão e chega a dez rodadas seguidas sem vencer o torneio nacional. A derrota, por 3 a 2, aconteceu neste domingo, no Beira-Rio, e manteve o Colorado dentro da zona de rebaixamento.
No confronto, Gabigol marcou duas vezes e Christian Oliva completou para o Santos. Braian Aguirre e Bruno Henrique, ambos de pênalti, descontaram para o Inter na etapa final.
Erro individual abre o placar
Com o resultado, o Colorado chega a seis derrotas e quatro empates nas últimas dez rodadas do Brasileirão. O time segue com 25 pontos, ainda dentro do Z4, enquanto o Santos chegou aos 32 e abriu mais distância da degola.
De início, o jogo foi equilibrado, com o Inter tendo mais posse de bola nos minutos iniciais. Aos sete minutos, contudo, um erro de Félix Torres na saída de bola mudou o panorama da partida.
Gabigol aproveitou a falha, roubou a posse e bateu no canto de Matheus Cunha para abrir o placar. A partir dali, o Beira-Rio sentiu dificuldade para conter os contra-ataques santistas.
Expulsão de Matheus Bahia complica ainda mais
A situação colorada piorou ainda mais aos 24 minutos. Matheus Bahia puxou Gabigol dentro da área, recebeu cartão amarelo inicialmente, mas o VAR revisou o lance e o árbitro Alex Gomes Stefano expulsou o lateral com vermelho direto.
Na cobrança do pênalti, dessa forma, Gabigol converteu novamente e ampliou para 2 a 0. Pouco depois, aos 38, Christian Oliva completou de cabeça um cruzamento e fechou o primeiro tempo em 3 a 0 para os visitantes.
Parte da torcida colorada, inclusive, deixou o Beira-Rio antes mesmo do intervalo diante do placar desfavorável. O Santos, por sua vez, havia precisado de apenas três finalizações para marcar os três gols.
O momento também reacende o debate sobre erros individuais que custam caro. O lance de Félix Torres, logo no início, ilustra bem como pequenos deslizes têm decidido jogos importantes do Inter nesta reta final de temporada.
Reação começa cedo no segundo tempo
Com um jogador a menos, Esteban Conde promoveu a saída de Sanabria para a entrada de Braian Aguirre logo no intervalo. A mudança surtiu efeito rápido: aos três minutos, o argentino arriscou de fora da área e acertou um chute no ângulo, diminuindo para 3 a 1.
Mesmo com um a menos, ainda assim, o Inter conseguiu levar o jogo para o campo ofensivo durante boa parte da etapa final. Conde ainda lançou Paulinho, Villagra, Bruno Henrique e Eliasson ao longo do segundo tempo, em busca de mais uma reação.
Aos 40 minutos, Vitinho foi derrubado na área por Miguelito. Depois de revisão no VAR, o árbitro manteve a marcação de pênalti, e Bruno Henrique converteu aos 45, deixando o placar em 3 a 2.
Nos oito minutos de acréscimo, o Colorado ainda pressionou em busca do empate, mas não conseguiu finalizar com perigo suficiente. O apito final confirmou a sexta derrota do Inter nas últimas dez rodadas do Brasileirão.
Suspensões se acumulam para a sequência
Além do resultado, a partida também deixou consequências para os próximos jogos. Matheus Bahia cumprirá suspensão automática pela expulsão direta, enquanto Braian Aguirre também desfalca o time diante da Chapecoense, já que recebeu o terceiro cartão amarelo da temporada.
Por outro lado, Bernabei volta a ficar disponível depois de cumprir suspensão contra o Santos. Paulo Pezzolano também poderá retornar à área técnica, já que também estava suspenso neste domingo.
A recomposição das laterais, dessa forma, vira uma das prioridades da preparação para o próximo compromisso. A ausência simultânea de Aguirre e Matheus Bahia deixa o setor bastante desfalcado.
Vale destacar, ainda, um dado que reforça a dificuldade do momento. Esta foi a quarta vez na temporada em que Esteban Conde assumiu o comando do Inter durante uma partida oficial, por suspensão de Pezzolano, e o time perdeu nas quatro oportunidades.
Sequência de jogos fora de casa
Agora, portanto, o calendário leva o Colorado para dois compromissos seguidos longe de Porto Alegre. Primeiro, o Inter visita a Chapecoense, no próximo sábado, às 17h, na Arena Condá, pela 27ª rodada.
Depois, no dia 19, o time enfrenta o São Paulo, às 21h, no Morumbis. A reação no segundo tempo contra o Santos não garantiu pontos, e a missão de encerrar o jejum viaja com o Inter para Santa Catarina.
Análise Colorado Puro Sangue
Três gols sofridos em 38 minutos dentro de casa não é azar, é padrão. E padrão, a essa altura do campeonato, já virou sinônimo de Inter em 2026.
O dado mais preocupante nem é a derrota isolada, é a insistência: dez rodadas sem vencer, mais quatro derrotas seguidas com Conde comandando na ausência de Pezzolano. Isso não é detalhe de uma tarde ruim, é sintoma de algo maior.
Tem mérito na reação, sim. Buscar dois gols com um a menos, contra um time que só precisou de três finalizações para fazer três gols, mostra que o grupo não jogou de corpo mole na etapa final.
Só que time grande não vive de reação, vive de não precisar reagir. E o calendário que vem — duas viagens seguidas, Chapecoense e São Paulo — não perdoa quem ainda não aprendeu essa lição.
Sobra pouco tempo, sobram menos pontos e sobra ainda menos paciência. O Inter que saiu do Beira-Rio neste domingo segue devendo a mesma explicação de sempre: por que só acorda quando o placar já está perdido.
Foto: Ricardo Duarte / Internacional





