Confusão após Grêmio x Internacional pela Copa do Brasil

Pezzolano se envolve em confusão após Grêmio x Internacional pela Copa do Brasil

O apito final do Gre-Nal 454 não encerrou a tensão dentro da Arena. Pelo contrário: a confusão após Grêmio x Internacional pela Copa do Brasil tomou conta da saída dos jogadores para o túnel, logo depois da derrota que eliminou o Colorado da competição.

Segundo apurou a jornalista Fabiana Meireles, o bate-boca envolveu Matheus Bahia, lateral do Internacional, e três nomes do lado gremista: Vítor Severino, auxiliar técnico de Luis Castro, Rafael Lima, vice-presidente de futebol do Grêmio, e Antonio Dutra, conselheiro do clube. A confusão aconteceu na saída para os vestiários, ainda dentro do gramado da Arena.

Outras apurações, no entanto, dão conta de que o próprio Paulo Pezzolano também se envolveu em uma discussão, com um integrante da comissão técnica gremista. Segundo esses relatos, o desentendimento com o treinador colorado se estendeu até o túnel de acesso ao gramado.

Também ajuda a entender o clima do pós-jogo uma provocação vinda do próprio estádio. Logo após o apito final, os alto-falantes da Arena tocaram uma valsa em referência aos 15 anos do Internacional sem conquistar um título de expressão. O gesto rodou nas redes sociais e reforçou a rivalidade acirrada entre os dois lados.

O motivo exato de cada discussão não foi detalhado ponto a ponto. Ainda assim, o momento resume bem a tensão de um clássico decisivo, encerrado com um lado comemorando classificação, provocando o rival, e o outro deixando a competição pela porta dos fundos.

Como foi a eliminação do Internacional

Dentro de campo, o Grêmio construiu a vitória ainda no primeiro tempo. Carlos Vinícius balançou a rede duas vezes e colocou o Tricolor em vantagem tranquila no intervalo. Na etapa final, Krovinovic ampliou o placar para 3 a 0.

Vitinho descontou para o Internacional aos 79 minutos, mas o gol não foi suficiente para mudar o rumo do confronto. Mesmo pressionando nos minutos finais, o Colorado esbarrou em boas defesas de Weverton e não conseguiu buscar uma reação mais efetiva.

Com o resultado, o Internacional está eliminado da Copa do Brasil. Assim, o Grêmio avança para enfrentar o Atlético-MG na semifinal, enquanto Palmeiras e Vasco ainda decidem a outra vaga do mata-mata.

A eliminação também tem peso financeiro para o Colorado. Ao cair nas quartas de final, o clube fica de fora da premiação milionária destinada aos semifinalistas da competição, justamente num momento em que a diretoria já lida com dificuldades para colocar as contas em dia.

O momento delicado do Internacional

A eliminação chega em meio a uma sequência preocupante de resultados. O Inter não vence desde 16 de maio, quando goleou o Vasco por 4 a 1 no Beira-Rio pelo Brasileirão. Depois disso, o time somou apenas empates e derrotas.

Nos últimos 13 jogos, o Colorado tem só uma vitória, seis empates e seis derrotas. Consequentemente, o clube ocupa a zona de rebaixamento, com 25 pontos, e agora depende exclusivamente do Brasileirão até o fim da temporada.

Apesar do momento ruim, o presidente Alessandro Barcellos confirmou a permanência de Paulo Pezzolano no comando da equipe. Segundo o dirigente, o técnico segue à frente do time no duelo de domingo, contra o Santos. “A responsabilidade é minha”, declarou Barcellos, assumindo publicamente o momento delicado do clube.

Na sequência, o presidente também pediu apoio da torcida. “É a maior força que a gente tem”, afirmou, reconhecendo que o pedido soa desgastante neste momento da temporada.

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Difícil separar a confusão do resultado dentro de campo. Afinal, discussões na saída do túnel costumam aparecer justamente quando a frustração de um lado encontra a euforia do outro, e o time eliminado é sempre quem sai mais incomodado.

Se a informação sobre o envolvimento de Pezzolano se confirmar, o episódio ganha outro peso. Um treinador entrando em confronto direto com a comissão rival não é um detalhe menor, ainda mais logo depois de uma eliminação.

Ainda assim, vale reconhecer que o problema do Inter vai muito além de um bate-boca isolado. Uma sequência de 13 jogos com apenas uma vitória diz muito mais sobre a temporada do que qualquer discussão no túnel de acesso.

Manter Pezzolano agora é uma aposta, não uma garantia. Trocar de treinador nesta altura poderia agravar a instabilidade, mas seguir com o mesmo comando só faz sentido se vier acompanhado de resultado rápido.

O calendário, pelo menos, dá uma pequena trégua. Sem jogos de mata-mata no meio de semana, a comissão técnica ganha mais tempo de treino para tentar corrigir os problemas que se arrastam desde maio.

Com a Copa do Brasil fora do calendário, sobra o Brasileirão como única alternativa de recuperação. E, pelo retrospecto recente, o Colorado não pode se dar ao luxo de tropeçar mais uma vez contra o Santos.

Vale lembrar que o próprio Barcellos já havia defendido publicamente o trabalho de Pezzolano antes da eliminação. Manter esse discurso mesmo depois de perder o Gre-Nal e cair da Copa do Brasil mostra que a diretoria aposta todas as fichas na continuidade, ao menos por enquanto.

Foto: Reprodução/X