Inter teme não atingir meta de R$ 200 milhões em vendas

Alessandro Barcellos, presidente do Inter, e a meta de R$ 200 milhões em vendas

O Internacional entrou na reta final da janela de transferências com receio de não bater a meta orçamentária de R$ 204,9 milhões em vendas de jogadores para 2026. O fechamento das cinco principais ligas europeias nesta terça-feira (1/9) reduziu bastante o número de compradores disponíveis para o clube.

Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França encerraram seus períodos de registro simultaneamente. Consequentemente, o Internacional perdeu de uma só vez boa parte das opções que tinha para encontrar comprador para seus atletas.

As vendas já concluídas nesta janela

Vitão e Luis Otávio geraram receitas relevantes ao Internacional, mas o clube fechou essas negociações ainda em dezembro de 2025. Por isso, os valores já entraram no balanço do exercício anterior e não contam para a meta deste ano.

O Internacional negociou Vitão com o Flamengo por mais de R$ 65 milhões e vendeu Luis Otávio ao Orlando City por até US$ 3,5 milhões. Ambos os casos, portanto, ficam de fora da conta que preocupa a diretoria agora.

Já a venda de Rafael Borré, sim, entra no cálculo de 2026. O clube negociou o atacante com o River Plate por cerca de US$ 3,5 milhões, valor próximo de R$ 18 milhões, e ainda aliviou a folha salarial com a saída.

Mesmo somando essa operação, o Internacional segue distante dos R$ 204,9 milhões previstos no orçamento. Consequentemente, a diretoria contava com o fim da janela europeia para fechar pelo menos uma venda de maior porte.

Os mercados que ainda seguem abertos

Com Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França já fechadas, a atenção do Internacional se volta a mercados menores. Portugal e Turquia seguem registrando jogadores até esta sexta-feira (4/9).

A Rússia, por sua vez, tem prazo mais longo: a janela por lá só fecha em 10 de setembro. Esse detalhe transforma o mercado russo em peça-chave para as negociações coloradas nos próximos dias.

Ou seja, mesmo com as principais ligas fechadas, o Internacional ainda tem uma janela real de oportunidade. O problema é que essa janela é estreita e depende de propostas que, até agora, não se confirmaram.

Bruno Gomes e Carbonero concentram as esperanças

Bruno Gomes segue como principal nome monitorado por clubes europeus, com destaque para Atalanta, Fiorentina e Real Betis. O Internacional trabalha com a expectativa de receber cerca de 6 milhões de euros pelo lateral, caso uma proposta oficial seja formalizada.

Até agora, porém, o interesse ainda não avançou para uma oferta concreta. O empresário André Cury segue nos bastidores tentando viabilizar a negociação.

Enquanto isso, o Internacional monitora de perto qualquer sinalização mais concreta desses clubes. Afinal, qualquer atraso reduz ainda mais o tempo disponível para fechar um acordo antes do fim da janela.

O outro nome que pode gerar receita expressiva é Johan Carbonero. Além do Krasnodar, da Rússia, um segundo clube russo surgiu recentemente disposto a pagar os 10 milhões de euros pedidos pelo Internacional.

Justamente por isso, o prazo mais longo do mercado russo ganha peso estratégico. Enquanto Portugal e Turquia fecham já nesta sexta-feira, a janela russa ainda oferece alguns dias extras para transformar interesse em contrato assinado.

Além desses dois nomes, o Internacional segue de olho em qualquer outra sondagem que possa surgir até o fim do prazo. Afinal, com a meta ainda distante, qualquer receita extra ajuda a aliviar a pressão sobre o caixa do clube.

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R$ 204,9 milhões é uma meta grande para qualquer clube brasileiro, ainda mais em uma janela marcada pelo fechamento antecipado das principais ligas europeias. O tempo jogou contra o planejamento do Internacional neste caso específico.

A boa notícia é que ainda restam alternativas concretas: Bruno Gomes e Carbonero têm interesse real de fora, e o mercado russo segue aberto por mais alguns dias. A má notícia é que interesse, sem proposta assinada, não paga conta nenhuma.

Aliás, essa distinção importa bastante neste momento. Sondagem vira notícia, mas só proposta oficial vira dinheiro em caixa, e o Internacional precisa exatamente disso nos próximos dias.

Vender bem, sob pressão de prazo, é sempre mais arriscado do que vender com calma. O Internacional corre esse risco agora: negociar rápido demais e aceitar valores abaixo do ideal, ou esperar demais e não vender nada.

Restam poucos dias para o clube decidir qual desses dois riscos prefere correr.

Foto: Ricardo Duarte/SC Internacional