Pezzolano pode poupar titulares do Inter contra o Bahia mesmo com o time entrando em campo dentro da zona de rebaixamento. A vitória do Vasco da Gama sobre o Cruzeiro, mais cedo neste domingo (30), empurrou o Colorado para a 17ª posição, com 25 pontos, antes mesmo do apito inicial em Salvador.
Apesar do cenário delicado na tabela, o técnico uruguaio avalia preservar algumas peças pensando na sequência da semana. Assim, o duelo com o Bahia ganha um contorno duplo: valer pontos importantes no Brasileirão e, ao mesmo tempo, preparar o time para um compromisso decisivo.
Pezzolano pode poupar titulares do Inter pensando no Gre-Nal
Na quinta-feira (3), às 20h, o Inter enfrenta o Grêmio fora de casa, pela partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Na ida, disputada no Beira-Rio, as duas equipes ficaram no empate sem gols.
Justamente por isso, a comissão técnica avalia dosar o desgaste físico de parte do elenco. Ou seja, alguns titulares que atuarem contra o Bahia podem começar no banco diante do rival gaúcho.
Os desfalques confirmados para o duelo
Independentemente da estratégia de poupança, Pezzolano já não conta com quatro jogadores suspensos: o zagueiro Gabriel Mercado, o meio-campista Paulinho e o volante Bruno Gomes, pelo terceiro cartão amarelo, além do zagueiro Victor Gabriel, suspenso pelo STJD. Nenhum dos quatro viajou com a delegação para Salvador.
Além disso, o goleiro Sergio Rochet e o atacante Kayky seguem fora por lesão. Com isso, são seis desfalques certos, independentemente de qualquer decisão sobre rotação.
Consequentemente, Félix Torres deve entrar na vaga de Mercado na zaga, enquanto Bruno Henrique retorna ao time titular. A tendência é que o restante do time seja definido em cima da hora, equilibrando necessidade de pontuar e cautela física.
Nomes como Alan Patrick e Calebe também aparecem como opções em disputa para a mesma posição no meio-campo, segundo apuração de bastidores. Isso reforça que a comissão técnica ainda testa variações até minutos antes da entrega da súmula.
O jejum que aumenta a pressão da rodada
Nesse contexto, o retrospecto recente do Inter no Brasileirão pesa contra qualquer ideia de poupança generalizada. A última vitória do Colorado na competição aconteceu em 16 de maio, contra o Vasco, em Porto Alegre.
De lá para cá, foram quatro derrotas e quatro empates em oito rodadas. Ou seja, o time soma exatamente o número de jogos que representa o próprio jejum atual, sem vencer uma vez sequer nesse recorte.
Inclusive, um simples empate neste domingo já tiraria o Inter do Z-4, dado o desempenho dos concorrentes diretos na rodada. Por isso, o resultado em Salvador tem peso imediato na tabela, e não apenas efeito psicológico.
Ao mesmo tempo, o adversário também vive bom momento. O Bahia chega embalado, brigando para se aproximar do G-4, o que reduz qualquer margem de erro para o lado colorado dentro de campo.
Um equilíbrio difícil de acertar
Diante desse quadro, a decisão de Pezzolano ganha contornos delicados. Afinal, poupar demais pode custar pontos preciosos justamente na rodada em que o time entrou no Z-4.
Por outro lado, ir com força máxima ao Bahia e chegar desgastado para o Gre-Nal também traz risco, já que a vaga na semifinal da Copa do Brasil também está em jogo. Nesse sentido, qualquer escolha carrega um custo.
Vale lembrar, ainda, que avançar na Copa do Brasil tem peso além do esportivo. A premiação por fase classificada ajudaria o caixa colorado justamente em um momento de dificuldades financeiras reconhecidas pela própria diretoria.
Assim, a decisão de Pezzolano não passa só pelo aspecto tático. Ela também dialoga com o momento delicado do clube fora de campo, o que torna a escolha ainda mais sensível do que normalmente seria.
Análise Colorado Puro Sangue
Falar em poupar titulares soa estranho quando o nome do time aparece dentro do Z-4 antes mesmo de a bola rolar. Ainda assim, dá pra entender o raciocínio por trás da ideia.
De fato, o Inter não tem elenco largo o suficiente para tratar cada jogo como se fosse isolado. Times menores, em crise financeira e com desfalques acumulados, sentem o calendário apertado de forma mais dura que os concorrentes diretos.
Mesmo assim, fica difícil defender qualquer rotação enquanto o time patina há oito rodadas sem vencer no Brasileirão. No entanto, um empate hoje já resolveria o problema mais urgente, o que talvez explique a disposição de Pezzolano em arriscar o meio-termo.
Por isso, a escalação que sair do vestiário em Salvador vai dizer muito sobre a prioridade real da diretoria e da comissão técnica neste momento. Cair no Z-4 não é detalhe pequeno, e a torcida colorada tem motivo de sobra pra cobrar comprometimento máximo, seja qual for o time escalado.
Vale reforçar, ainda, que o próprio calendário apertado é reflexo indireto da crise fora de campo. Um elenco maior, sem tantos desfalques acumulados por lesão, tornaria essa conta de rotação bem menos dramática do que ela se apresenta hoje.
No fim das contas, o calendário apertado é real, mas a tabela também é implacável. Setembro só vai fazer sentido pro Inter se vier acompanhado de pontos ainda em agosto.
Foto: Ricardo Duarte/SC Internacional





