A escalação confirmada do Inter para o duelo com o Bahia trouxe a zaga alternativa que já vinha sendo especulada ao longo da semana. Paulo Pezzolano vai a campo com Matheus Cunha; Vitinho, Braian Aguirre, Félix Torres, Maripán e Matheus Bahia; Villagra, Bruno Henrique e Alan Patrick; Carbonero e Bernabei.
Do lado baiano, Rogério Ceni também definiu seu time. O Bahia entra em campo com Ronaldo; Román Gómez, David Duarte, Ramos Mingo e Luciano Juba; Acevedo, Erick e Nestor; Erick Pulga, Alejo Véliz e Kike Olivera.
Além disso, o Bahia também tem um desfalque confirmado: o meio-campista Jean Lucas cumpre suspensão pelo terceiro cartão amarelo. Assim, Rogério Ceni precisou ajustar seu próprio meio de campo para o confronto.
Escalação confirmada do Inter mostra a improvisação na defesa
Com a súmula fechada, ficou claro que Braian Aguirre e Félix Torres realmente assumiram as vagas dos suspensos na zaga. Vitinho, por sua vez, foi confirmado improvisado na lateral direita, função que ele já vinha exercendo em outras oportunidades na temporada.
Assim, Villagra também apareceu entre os titulares, ocupando o espaço de Paulinho no meio-campo. Dessa forma, a escalação confirma quase à risca o cenário que já era esperado nos bastidores do clube.
Vale destacar que Bruno Gomes, Gabriel Mercado, Rochet, Kayky, Paulinho e Victor Gabriel seguem fora, entre suspensos e lesionados. Ou seja, seis peças do elenco titular ficam de fora ao mesmo tempo nesta rodada.
O que o retrospecto do confronto revela
Um levantamento histórico do confronto direto ajuda a entender o peso da partida. Ao todo, Bahia e Internacional já se enfrentaram 65 vezes, e o retrospecto favorece amplamente o lado colorado.
Nesse recorte, o Inter venceu 33 partidas, contra 14 vitórias do Bahia. Além disso, houve 18 empates ao longo dessa história. Ou seja, historicamente, o Colorado leva vantagem em mais da metade dos duelos entre as equipes.
Apesar disso, o momento recente conta uma história diferente. O Bahia chega embalado por uma sequência de oito jogos de invencibilidade no Brasileirão. Enquanto isso, o Inter tenta encerrar um jejum de vitórias fora de casa.
Vale lembrar, ainda, que o técnico Rogério Ceni já enfrentou o Internacional 15 vezes ao longo da carreira. Ao todo, ele soma seis vitórias, cinco empates e quatro derrotas diante do Colorado.
Pezzolano, por outro lado, tem um retrospecto mais recente contra o Bahia. Em três confrontos anteriores, o treinador uruguaio venceu uma vez, empatou outra e perdeu a terceira partida.
Fora de casa, porém, o retrospecto recente do Inter preocupa mais do que anima. O Colorado só venceu uma vez fora do Beira-Rio nos últimos oito jogos disputados na condição de visitante. Inclusive, seis dos sete duelos anteriores fora de casa terminaram sem vitória colorada.
Uma escalação sem margem para ajuste fino
Diferentemente de outras rodadas, Pezzolano não tem banco de reservas robusto para eventuais imprevistos durante o jogo. Afinal, boa parte das opções naturais de zaga e lateral já está em campo desde o apito inicial.
Consequentemente, qualquer lesão ou expulsão no setor defensivo colorado obrigaria a um novo improviso. Dessa vez, porém, sem alternativas específicas para a posição no banco de reservas.
Esse detalhe reforça o tamanho do risco assumido pela comissão técnica neste domingo. Inclusive, é um fator que pode pesar tanto quanto a qualidade técnica dos titulares escalados.
Outro ponto de atenção é a escolha por Alan Patrick entre os titulares, em vez de Sanabria. Assim, Pezzolano optou por manter o camisa 10 mais ligado à criação do que ao aproveitamento dentro da área, mesmo com a defesa remontada às pressas.
De todo modo, essa escolha também mostra que o técnico preferiu preservar o padrão de jogo, em vez de blindar o time com um setor mais defensivo. Nesse sentido, o Inter aposta na qualidade individual do meio-campo para compensar a fragilidade atrás.
Análise Colorado Puro Sangue
Ver a escalação confirmada na tela tira qualquer dúvida: essa não é mais especulação, é o time que vai decidir o jogo. E olhando esses onze, dá pra sentir o tamanho da aposta de Pezzolano.
De um lado, o retrospecto histórico anima. De fato, trinta e três vitórias em 65 jogos não é força de expressão, é vantagem construída ao longo de anos.
Por outro lado, esse número não joga a partida sozinho. No entanto, times em fase de improviso defensivo costumam sofrer justamente contra adversários embalados, e o Bahia chega para o jogo exatamente nessa condição.
Ainda assim, o fato de Vitinho e Villagra já terem rodagem nessas funções ao longo do ano é um alento. Não é a primeira vez que eles assumem essas posições, o que reduz um pouco o fator surpresa para quem está em campo.
Mesmo assim, seis desfalques ao mesmo tempo é uma conta difícil de fechar contra qualquer adversário, ainda mais um que não perde há oito rodadas. Por isso, a exigência sobre o coletivo colorado é dobrada neste domingo.
No fim das contas, o resultado vai depender menos do retrospecto e mais da capacidade desses onze jogadores de sustentar o sistema por 90 minutos. Bola rolando, é hora de o time em campo responder pela camisa.
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