Outro vexame do Internacional no Beira-Rio: até quando vamos aceitar isso?

Torcida do Internacional lamenta mais um vexame no Beira-Rio

Cara, eu já nem sei mais como comentar. Outro vexame do Internacional no Beira-Rio, e a sensação que fica é a mesma de sempre: o time entra em campo sem cara de time grande.

Não adianta fingir que foi só um dia ruim. Sejamos sinceros: já são tantos dias ruins seguidos que virou padrão, e padrão ruim assusta muito mais do que tropeço isolado.

Não é força de expressão: são sete jogos seguidos sem vencer no Brasileirão, entre empates e derrotas. O time não vence desde maio, lá contra o Vasco, e isso já devia ter acendido o alerta há tempos.

Um time sem foco em campo

Convenhamos: o que mais dói é ver jogador em campo sem aquela cara de fome, sem aquela entrega que o torcedor colorado sempre cobrou de qualquer camisa vermelha. Ontem faltou isso do primeiro ao último minuto.

E olha que oportunidade não faltou. O time perdeu gol feito, perdeu chance clara, perdeu aquele tipo de lance que devia resolver o jogo antes da hora. Só sobrou foi falta de capricho na finalização.

O nove que nunca foi nove no Beira-Rio

Aí entra outro problema que já vem de rodada em rodada. O treinador insiste com um camisa 9 que nunca foi de fato um nove no Beira-Rio. Não adianta escalar o cara pensando que o resultado vai aparecer só porque ele entrou.

Um centroavante de verdade resolve jogo, é decisivo na hora que interessa. O que a gente vem vendo é o oposto: entra, perde a chance boa, e ainda sobra pra ele quando o resultado escorrega pelo ralo.

E não adianta comparar geração passada, olhar pra quem já vestiu essa camisa como referência. O nove do Beira-Rio precisa decidir jogo, não só ocupar espaço lá na frente.

Cá entre nós, insistir nesse nome do jeito que vem sendo feito é fechar os olhos pro óbvio. Time que briga contra o rebaixamento não pode se dar ao luxo de repetir escolha que não funciona.

Goleiro irregular, problema antigo confirmado

Sobre o goleiro, então, nem preciso me alongar muito. Já era assunto de bar há tempos, e ontem ficou comprovado, na prática, que ele não serve para segurar esse Internacional num momento de pressão.

Irregularidade, cara, é isso: um dia parece resolver, no outro comete falha que custa caro. Só que time que luta contra o Z-4 não pode se dar ao luxo de torcer pra saber qual goleiro vai aparecer em cada rodada.

E o pior é que não é primeira vez que isso acontece. Vira e mexe aparece uma falha parecida, e o discurso de “vai melhorar” já cansou de tanto se repetir sem resultado.

A herança de Fabinho e a crise da gestão Barcelos

E aí a gente chega no fundo do poço: quem trouxe boa parte desse elenco foi o Fabinho. E o que sobrou, sinceramente, parece mais refugo de mercado do que reforço de time grande.

Não é força de expressão dizer isso, não. É o que a gente vê jogo após jogo: contratação que não agrega, que não resolve, que só engorda a folha sem entregar em campo.

E não é só a contratação ruim que pesa. Falta planejamento, falta visão de médio prazo, falta o mínimo de cuidado com o dinheiro que devia virar time competitivo.

Consequentemente, o cenário fica alarmante de verdade. O Internacional precisa fazer 21 pontos em 15 jogos para se manter na Série A. E o clube no campeonato inteiro até agora, tem 24.

Fazer essa conta e não sentir um arrepio na espinha é não estar prestando atenção no que realmente importa nesse fim de temporada. Bota na ponta do lápis: é quase repetir tudo que já foi feito na temporada toda, só que em menos da metade do tempo. Não dá pra tratar isso como detalhe.

Por isso, sejamos sinceros de novo: a gestão Barcelos, na minha opinião, é a pior da história do clube. Não é discurso de momento de raiva – é o que os números e as decisões vêm mostrando, rodada após rodada.

Não adianta terceirizar bode expiatório pra jogador isolado quando o problema é estrutural, de cima a baixo. Começa lá na diretoria, que aprovou contratação atrás de contratação sem plano nenhum.

A paciência do torcedor está no fim

Cá entre nós, tem gente que já perdeu a conta de quantas vezes prometeram reação. A torcida colorada é apaixonada, aguenta junto nos momentos difíceis, mas paciência também tem limite.

Ninguém quer time entregando o Beira-Rio de bandeja pro adversário, jogo após jogo. O torcedor só pede o mínimo: entrega, foco e um projeto que faça sentido daqui pra frente.

Cá entre nós, dói escrever isso, porque eu sou apaixonado por esse escudo desde criança. Mas fechar os olhos pra realidade não ajuda ninguém – só adia o estrago.

Ainda assim, enquanto o campeonato não acabar, a gente não pode desistir. Time de coração se cobra, mas também se apoia, principalmente quando o buraco é fundo desse jeito.

Que a diretoria acorde, que o técnico repense as escolhas, e que o time em campo lembre o que é vestir essa camisa. Bola pra frente, Colorado.

Foto: Reprodução

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